Nesse meio tempo, mudei-me também de residência. De uma capital para uma cidade muito menor e bem diferente da que estava "acostumado". Foi uma das melhores coisas que aconteceram, apesar de saber que isso se devia principalmente a uma mudança interna que já havia ocorrido. Daí vem a minha dúvida; se quando era extremamente necessária esta mudança espacial como forma de alavancar a mudança pessoal, não seria mais justo que aquela antecipasse esta ? Não posso reivindicar isso a ninguém, bem que gostaria, mas não consigo ver muita coisa além do agente. Esses "motores invisíveis" existem, é certo, mas tento não pensar mais em como esses se articulam. Acho que o lugar dessas coisas está no lugar delas mesmo; inacessíveis à compreensão.
Bah, mas é uma murrinharia ! "Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece". Que sacanagem ! Quando eu estiver pronto, é lógico que não vou querer ninguém para eu aporrinhar com a minha ignorância. É claro que clamo quando eu necessito. Eu poderia dizer : Porra, eu quero o mundo e quero agora". Daí alguém vem com uma parábola ao tom daquele velhinho do Karate Kid, e me dá alguma resposta para eu esperar mais um pouco sobre minha dúvida ou algo do tipo que me corrói alucinadamente. Simplificando : Quando tu já saberes de algo, conhecerás alguém para te contar. Quando tiveres determinada coisa, terás opções para que te ofereçam. Simples assim ! Bom, se queres insistir ainda, talvez acabará sabendo :- "É tudo contigo". À margem, ou nas profundezas, quem faz acontecer pode ser só tu mesmo.
Olhando por um lado, isso pode ser muito melhor. Imagina se tu tens uma vida, mas quem a dirige não és tu, mas um tiozinho de barba branca que te dá doces ou palmadas de acordo com as tuas atitudes ? Já basta não escolhermos a nossa quantidade de combustível, mas caminho já traçado às vezes pode ser muito mais cruel, por sua natureza inconsciente. Lembro uma vez que ao perguntar para o meu avô se haveria churrasco, ou algo do tipo no dia posterior, ele me respondera : "-Se Deus quiser". Eu era criança, mas quando ouvi aquela resposta uma insegurança horrível se apossou de mim. Pois para mim era lógico, se dependesse de nós, bastaria fazermos determinada coisa ela e se encaminharia. Mas esperar o consentimento de Deus ? Putz, aquilo me deixou com uma baita má impressão. Sinto coisa semelhante quando me dizem "boa sorte", ou "te cuida". Fico pensando, o que ele quer dizer com isso ? Por acaso ao caminhar sou então como uns dados jogados à sorte ?
Bom, o que eu quero mesmo é uma mescla das duas opções, quero ser agente sim do meu destino, mas gostaria de saber que há "placas de direção" para que evitem ao máximo um engano. Mas sobretudo uma coisa : que exista uma meta e uma finalidade. Apesar dos acidentes por não ter visualizado as "placas" (embora tenha muito procurado) posso dizer que tenho tirado proveito desse percurso, mas o faço com a idéia de haver nisso uma finalidade.
sexta-feira, 27 de março de 2009
O Retorno de Saturno
Reencontrei esse espaço que na época em que o criei serviria supostamente para postar algumas criações, manifestando a minha pretença inclinação artística. No entando, após não muito tempo, vejo o quanto devo ter mudado.
Leio aqueles escritos que na época eu mesmo tinha vergonha de lê-los, mesmo que, no entando,tinha -os exposto aqui. E não é que eles são bonzinhos ? Agora, com alguns "demônios exorcizados" e um pouquinho mais maduro, posso apreciar aquelas criações emergidas de uma inquietação terrível que as inspirava, mesmo que sendo bem carante de originalidade. De qualquer forma, posso dizer, eram verdadeiros e sinceros. Mas não consiguiria criar algo do tipo novamente, e nem penso como naquela época.
Curioso que isto reaparece agora, perto dos meus 29 anos, como uma reavaliação do passado. Acho que é o tal do "retorno de Saturno" . Não sou afeito a Astrologia, mas que eu tenho comprovado algumas das ditas influências em determinas épocas, isso posso afirmar. Agora sou um cara mais mais "clean", menos dramático, menos idealista, e levo as coisas bem menos a sério; conquanto ainda esteja vivo e o velho vulcão ainda apresente suas fagulhas, mas de outro momento. Quero agora algo Real, um real alcançado com a minha particularidade; subjetivismo concreto e metafísica cotidiana.
Na realidade não poderia falar em evolução, mas sim numa visão que se deve utilizar em dado momento;diferente patamar, e este agora é outro. Pouquíssimas pessoas leram aqueles escritos. Agradeço a quem os tenha gostado, e concluo aqui anunciando o "Retorno de Saturno ".
Leio aqueles escritos que na época eu mesmo tinha vergonha de lê-los, mesmo que, no entando,tinha -os exposto aqui. E não é que eles são bonzinhos ? Agora, com alguns "demônios exorcizados" e um pouquinho mais maduro, posso apreciar aquelas criações emergidas de uma inquietação terrível que as inspirava, mesmo que sendo bem carante de originalidade. De qualquer forma, posso dizer, eram verdadeiros e sinceros. Mas não consiguiria criar algo do tipo novamente, e nem penso como naquela época.
Curioso que isto reaparece agora, perto dos meus 29 anos, como uma reavaliação do passado. Acho que é o tal do "retorno de Saturno" . Não sou afeito a Astrologia, mas que eu tenho comprovado algumas das ditas influências em determinas épocas, isso posso afirmar. Agora sou um cara mais mais "clean", menos dramático, menos idealista, e levo as coisas bem menos a sério; conquanto ainda esteja vivo e o velho vulcão ainda apresente suas fagulhas, mas de outro momento. Quero agora algo Real, um real alcançado com a minha particularidade; subjetivismo concreto e metafísica cotidiana.
Na realidade não poderia falar em evolução, mas sim numa visão que se deve utilizar em dado momento;diferente patamar, e este agora é outro. Pouquíssimas pessoas leram aqueles escritos. Agradeço a quem os tenha gostado, e concluo aqui anunciando o "Retorno de Saturno ".
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
...deveria dizer...
....esses textos quando escritos não são revisados, e por isso, não retomo correções ortográficas, concordâncias, etc. Fica tal como está, ao menos por enquanto.
"O que quiser considerar"
È a sutileza etérea em alva pele
Mágica, encanto sutil e fatal
Busca-me com teu feérico perfume
Sublima o medo n’um beijo
Encerra meu Drama em teu seio
uma síncope :
Vento que uiva; louco, branco e imaculado
Foge ao horizonte gestando a si mesmo.
Criando para mim o Universo ideal
Tão lisérgico, sobrenatural e único
Chapação santa, o Deus -em- Ti, para mim
A tua imagem :
I
Pequena fada, plácido encanto
Discrição e beleza, seio de anjo
A graça e esplendor compõe em ti,
essas entorpecentes canções que
o meu ser se desfaz, com um sonho
II
Mágico encanto, que faz desejar o amor santo
O teu caminhar despreocupado e frágil, inebria-me
com fulgurantes aromas etéreos, delicados, insanos
outra síncope :
Bebemos então nessa imaginação, compensação do que não experimentamos
Comprovação de um sonho distante, sagrado, a direção entendida do Céu
Loucura, único meio desesperado da Suprema Abstração.
sobre uma inquietude :
Que mistério esconde o nosso encontro, razão graciosa
Inebriando-se com o teu sorriso, analogia de um canto
e depois morrendo n’um sonho
Morte mística, de dores idas, de um desejo não ressonante
A solidão que era desencontro, sensação de puro desencanto
não recíproco :
Quando nos encontramos dispersos, não é por apatia
È por estarmos perdidos, pois você ainda está ausente
Deixa a expectativa da cura do qual és único conforto
Antes eu não conhecia tal solução, agora conheço a privação
Bem ideal, tu danças na boda da indiferença
Feérica, e agora distante ******
--------------------------------------------------------------------------------------
“Quando a chuva nos convida às saudades não concretizadas
Invento esta história de fábula.”
Simbiose mágica : Nós abraçados,
peito à peito
Ambos sentindo nossos corações,
pulsando juntinhos
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
Sedosos ombros adornados por róseas rendas
É um sonho lindo o perfume do teu encanto
Gestos discretos tal como de Sílfede
Onde até o teu silêncio parece um canto
Graça imensurável neste corpinho de anjo
Onde a felicidade guarda o seu presente
no voluntário coração por dela ofertado
Fazendo da minha vida, uma secreta ilha
de esperanças
para alguém que no dia de hoje veio toda ternura.
dia 21/10/2005
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Que no dia fatal não haja culpa, nem arrependimentos.
Do por vir, que se faça “A Compensação” : - Um pouco de compreensão.
Uma lembrança lhe ocorrerá em tal momento :- de Idos Tempos
O momento que não tarda a chegar é um espetáculo inevitável
Instante em que o egoísmo se deleita : - És notado e reinterpretado.
Piada cósmica,( com certeza), em que o riso arquetípico é um mistério
Nesse dia, nós estaremos fazendo o mesmo : Compartilhando a Mudez .
Mágica, encanto sutil e fatal
Busca-me com teu feérico perfume
Sublima o medo n’um beijo
Encerra meu Drama em teu seio
uma síncope :
Vento que uiva; louco, branco e imaculado
Foge ao horizonte gestando a si mesmo.
Criando para mim o Universo ideal
Tão lisérgico, sobrenatural e único
Chapação santa, o Deus -em- Ti, para mim
A tua imagem :
I
Pequena fada, plácido encanto
Discrição e beleza, seio de anjo
A graça e esplendor compõe em ti,
essas entorpecentes canções que
o meu ser se desfaz, com um sonho
II
Mágico encanto, que faz desejar o amor santo
O teu caminhar despreocupado e frágil, inebria-me
com fulgurantes aromas etéreos, delicados, insanos
outra síncope :
Bebemos então nessa imaginação, compensação do que não experimentamos
Comprovação de um sonho distante, sagrado, a direção entendida do Céu
Loucura, único meio desesperado da Suprema Abstração.
sobre uma inquietude :
Que mistério esconde o nosso encontro, razão graciosa
Inebriando-se com o teu sorriso, analogia de um canto
e depois morrendo n’um sonho
Morte mística, de dores idas, de um desejo não ressonante
A solidão que era desencontro, sensação de puro desencanto
não recíproco :
Quando nos encontramos dispersos, não é por apatia
È por estarmos perdidos, pois você ainda está ausente
Deixa a expectativa da cura do qual és único conforto
Antes eu não conhecia tal solução, agora conheço a privação
Bem ideal, tu danças na boda da indiferença
Feérica, e agora distante ******
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“Quando a chuva nos convida às saudades não concretizadas
Invento esta história de fábula.”
Simbiose mágica : Nós abraçados,
peito à peito
Ambos sentindo nossos corações,
pulsando juntinhos
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Sedosos ombros adornados por róseas rendas
É um sonho lindo o perfume do teu encanto
Gestos discretos tal como de Sílfede
Onde até o teu silêncio parece um canto
Graça imensurável neste corpinho de anjo
Onde a felicidade guarda o seu presente
no voluntário coração por dela ofertado
Fazendo da minha vida, uma secreta ilha
de esperanças
para alguém que no dia de hoje veio toda ternura.
dia 21/10/2005
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Que no dia fatal não haja culpa, nem arrependimentos.
Do por vir, que se faça “A Compensação” : - Um pouco de compreensão.
Uma lembrança lhe ocorrerá em tal momento :- de Idos Tempos
O momento que não tarda a chegar é um espetáculo inevitável
Instante em que o egoísmo se deleita : - És notado e reinterpretado.
Piada cósmica,( com certeza), em que o riso arquetípico é um mistério
Nesse dia, nós estaremos fazendo o mesmo : Compartilhando a Mudez .
"Ao léu"
Uma inesgotável busca. È o que se apresenta quando apenas procuramos :
Uma vontade sincera e pura, sem apoio e acolhimento.
A ausência e a privação que acompanha, como se isso tudo fosse
Desamparo e medo do nada, a vontade da compreensão.
Se nada temos colhido, como deve ser o campo não cultivado?
Um trabalho em vão, até agora...
“Acompanha-me a repelir minhas quimeras, a experiência”
Perto de ti, bem que poderia ser único ( para nós)
Um momento compartilhado
Dividir o mesmo alívio,
o fim de uma longa procura
Enfim, descanso e compensação.
A incompatibilidade de minha vontade com a potencialidade de meus esforços; direcionamento fraco, medroso, porém obstinado. Que vive em ti? Como adoraria disto participar. Tu sempre distancia o que nos é oportunizado.
“ Lindas costas à delinear o meu ideal”
O que pensa a simétrica forma do que nos é igualmente externo. ? Terá maior equilíbrio também a tela de impressões? A vontade de conhecer a forma do pensamento assemelha-se á necessidade de da busca de Si. –Onde está minha individualidade verdadeira? Se há provavelmente é perfeita, e pensa e faz como tal. Então se vejo perfeitas formas esculpidas no que me parece ser o perfeito pensamento, digo, idealização da forma e da ditosidade. Então algo do que se procura pode estar nessas formas. O problema, é como fazer destas objeto de uma salvação/ auto- conhecimento e cura, que há tanto procura-se.
Então, vê, sente e procura, verás que algo de maior apresenta-se. Algo que parece ser claro, obvio e fácil, mas que por algum motivo não se compreende, mesmo com uma busca sincera. Nestes casos creio que a sinceridade, desespero ou algo do tipo não importa muito, mas estar preparado para tal.
Questionamentos de 17/01/06
Eu te espero numa época mais propícia
Medo e insegurança superados.
A piedade divina que se faz presente
Onde tu não estarás mais ausente.
Quando houve procura e estavas distante
Longe, e fugindo sempre que eu buscava a cura.
23/01/05
No nossos dias de descanso estaremos caminhando abaixo da montanha, contemplando o cenário que se apresenta à nossa companhia. Após tanto tempo de procura e espera, esses momentos são tão expressivos e eloqüentes se harmonizam para abençoar-nos.
Uma vontade sincera e pura, sem apoio e acolhimento.
A ausência e a privação que acompanha, como se isso tudo fosse
Desamparo e medo do nada, a vontade da compreensão.
Se nada temos colhido, como deve ser o campo não cultivado?
Um trabalho em vão, até agora...
“Acompanha-me a repelir minhas quimeras, a experiência”
Perto de ti, bem que poderia ser único ( para nós)
Um momento compartilhado
Dividir o mesmo alívio,
o fim de uma longa procura
Enfim, descanso e compensação.
A incompatibilidade de minha vontade com a potencialidade de meus esforços; direcionamento fraco, medroso, porém obstinado. Que vive em ti? Como adoraria disto participar. Tu sempre distancia o que nos é oportunizado.
“ Lindas costas à delinear o meu ideal”
O que pensa a simétrica forma do que nos é igualmente externo. ? Terá maior equilíbrio também a tela de impressões? A vontade de conhecer a forma do pensamento assemelha-se á necessidade de da busca de Si. –Onde está minha individualidade verdadeira? Se há provavelmente é perfeita, e pensa e faz como tal. Então se vejo perfeitas formas esculpidas no que me parece ser o perfeito pensamento, digo, idealização da forma e da ditosidade. Então algo do que se procura pode estar nessas formas. O problema, é como fazer destas objeto de uma salvação/ auto- conhecimento e cura, que há tanto procura-se.
Então, vê, sente e procura, verás que algo de maior apresenta-se. Algo que parece ser claro, obvio e fácil, mas que por algum motivo não se compreende, mesmo com uma busca sincera. Nestes casos creio que a sinceridade, desespero ou algo do tipo não importa muito, mas estar preparado para tal.
Questionamentos de 17/01/06
Eu te espero numa época mais propícia
Medo e insegurança superados.
A piedade divina que se faz presente
Onde tu não estarás mais ausente.
Quando houve procura e estavas distante
Longe, e fugindo sempre que eu buscava a cura.
23/01/05
No nossos dias de descanso estaremos caminhando abaixo da montanha, contemplando o cenário que se apresenta à nossa companhia. Após tanto tempo de procura e espera, esses momentos são tão expressivos e eloqüentes se harmonizam para abençoar-nos.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Fragmentos a esmo
Essas idéias surgem como que regorjitadas da dúvida de como expressá-las. Não poderia, no entanto, deixar de expô-las à curiosidade, interesse, ou auto-identificação de quem possa se interessar, já que, o inusitado tem as suas escolhas e os seus eleitos. Desta forma, trocamos impressões um pouco menos isoladas desses acontecimentos aparentemente ao léu.
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